# Cinco perguntas para fazer antes de aprovar um orçamento de site

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Publicado em: 2026-08-11
Categoria: Estratégia Digital
Autor: Róger Perotto
Fonte: Agência Mi Digital

*Quem pede três orçamentos de site e escolhe pelo preço não está economizando. Está comprando no escuro e torcendo.*

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Quem pede três orçamentos de site e escolhe pelo preço não está economizando. Está comprando no escuro e torcendo.

O problema raramente é má fé de quem vende. É que as propostas descrevem entregas parecidas com palavras parecidas, e o único item que varia de forma visível é o valor final. Sem critério, o olho vai para o número.

Cinco perguntas resolvem boa parte disso. Nenhuma delas é técnica a ponto de exigir que a pessoa entenda de desenvolvimento. Todas revelam mais sobre o fornecedor do que a proposta inteira.

## 1. De quem é o site depois que ele fica pronto?

A resposta que interessa tem duas partes: quem é o dono do código e quem é o dono do domínio e da hospedagem.

Existe muito site vendido que na prática é assinatura. O cliente paga o desenvolvimento, paga a mensalidade, e no dia em que decide trocar de fornecedor descobre que não leva nada. O site vive dentro de uma plataforma fechada, o conteúdo está preso num painel proprietário e a migração significa recomeçar.

Isso pode ser um modelo legítimo, desde que esteja claro na hora de assinar. O que não pode é aparecer só na saída.

Pergunta objetiva: **se eu encerrar a parceria em dois anos, o que exatamente eu levo comigo?**

## 2. Qual é a base técnica e quanto ela pesa?

Toda proposta de site apoia em alguma coisa. Pode ser um CMS, pode ser um construtor visual, pode ser código feito do zero. Cada escolha carrega uma consequência de peso, e peso vira tempo de carregamento, que vira posição de busca e taxa de abandono.

A pergunta não serve para o cliente virar especialista. Serve para ver se o fornecedor sabe responder sem enrolar. Quem tem uma escolha técnica consciente explica em trinta segundos por que escolheu aquilo. Quem usa o que estava à mão fala em "tecnologia de ponta" e muda de assunto.

A Mi trabalha com GRAV. É um CMS que dispensa banco de dados, entrega HTML mais leve e responde mais rápido no servidor. Isso aparece direto no tempo de carregamento e, por consequência, em ranqueamento e em relevância nas respostas geradas por IA.

Pergunta objetiva: **qual é a base do site, e por que essa e não outra?**

## 3. Quem responde quando o site cair?

Todo site cai. Certificado vence, servidor tem incidente, atualização quebra alguma coisa, um plugin conflita com outro. A diferença entre um transtorno de vinte minutos e um prejuízo de três dias está inteiramente em quem atende o telefone.

Aqui a proposta costuma ficar em silêncio. Vale forçar a resposta em três frentes: quem atende, em quanto tempo, e em qual horário.

Se a resposta for "abre um chamado", vale perguntar qual é o prazo comprometido de retorno para um site fora do ar. Chamado sem prazo é fila.

Pergunta objetiva: **site fora do ar numa sexta às 18h, quem age e em quanto tempo?**

## 4. O que está incluso em manutenção e o que é cobrado à parte?

Manutenção é a palavra mais elástica de uma proposta de site. Pode significar backup automático e nada mais. Pode significar atualização de segurança, monitoramento, correção de bug e ajuste de conteúdo.

A conta que interessa não é a mensalidade isolada. É a mensalidade somada ao que vai ser cobrado fora dela ao longo de um ano. Trocar o texto de uma página é manutenção ou é hora extra? Criar uma página nova entra ou não entra? Atualização de versão do sistema está coberta?

Um fornecedor organizado responde isso com uma lista. Um fornecedor desorganizado responde "a gente vê caso a caso", que é onde mora a surpresa.

Pergunta objetiva: **me dá a lista do que está dentro e a tabela do que fica fora.**

## 5. Como esse site vai ser encontrado?

Essa é a pergunta que separa quem entrega um arquivo de quem entrega um canal.

Site bonito que ninguém acha é despesa. E o cenário de 2026 tem duas frentes, não uma. Continua existindo a busca tradicional, com sua lista de links. E existe uma fatia crescente de gente que pergunta para um assistente de IA e recebe uma resposta pronta, com duas ou três fontes citadas.

Aparecer nessa resposta depende de coisas concretas: estrutura da página, dados estruturados, velocidade de resposta do servidor, conteúdo que responde uma pergunta em vez de rodear ela. Nada disso acontece por acidente, e nada disso é adicional caro. É decisão de projeto tomada no começo ou retrabalho caro tomado depois.

Pergunta objetiva: **o que desse projeto foi pensado para busca tradicional e o que foi pensado para resposta de IA?**

## O que fazer com as respostas

Nenhuma dessas perguntas tem resposta certa universal. Um site institucional simples pode legitimamente viver numa plataforma fechada com manutenção enxuta, e estar tudo bem.

O que importa é a qualidade da resposta. Fornecedor que responde as cinco com objetividade, número e prazo, pensou no projeto. Fornecedor que responde com adjetivo, pensou na proposta.

Depois disso, comparar preço faz sentido. Antes disso, comparar preço é comparar coisas diferentes fingindo que são iguais.

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*A Mi pensa antes de fazer.*
